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    Módulo 13                                   

      Texto Narrativo    

COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DOS CONTOS

 " A Viagem e O Homem" de Sophia de Mello Breyner Andresen

Objectivos:

Verificar a capacidade de:
- Compreensão das ideias do texto na sua globalidade;
- Distinção das ideias básicas das secundárias;
- Identificação das inter-relações de ideias;
- Dedução de ideias, de sentimentos e de pontos de vista expressos no texto;
- Compreensão do significado de palavras, expressões ou estruturas frásicas contextualizadas;
- Análise do texto do ponto de vista da unidade temática e estrutural;

- Identificação das categorias da narrativa e dos modos de representação e expressão.


Começa por  ler os contos A Viagem e O Homem clica nestas hiperligações.

 

Orientações de análise

 

Analisa Os Contos referindo-te aos seguintes aspectos:

Para compreender melhor o conto A Viagem:

"Bem eu liberto-me como posso. Aquele conto da Viagem, escrevi-o para me libertar de uma certa sensação de morte e de perca, e de desaparecimento, e aí foi bastante catártico". Diz Sophia de Mello B. Andresen

O conto “A Viagem” configura-se precisamente como uma alegoria da vida humana e do modo como as pessoas têm de escolher um caminho, ou melhor, como têm de FAZER elas próprias o seu caminho. Através de uma belíssima alegoria Sophia apresenta-nos todos estes problemas no seu conto A viagem. Nele um casal que vai numa estrada é constantemente confrontado com o desaparecimento dos caminhos. Ambos pedem indicações e ajudas mas essas pessoas também desaparecem. Os dois pensam que se enganaram, voltam atrás, tornam a avançar por outros caminhos. Até que chegam a um abismo — simbolicamente o fim da viagem e, portanto, a morte. O homem cai e pouco depois também a mulher irá cair no precipício. Mas, mesmo nesta situação limite a mulher pensa:

— Do outro lado do abismo está com certeza alguém.

E começou a chamar. (C Ex, p. 111)

Dois temas dominantes se degladiam neste conto: o absurdo e a esperança. No final, vence claramente a esperança. Deste modo, este conto contém uma lição sobre como lidar com o ABSURDO da vida : pressupõe a atitude do crente, de quem acredita que existe alguém depois da morte, mas também demonstra aquilo que Sarte dizia: “não é necessário ter esperanças para fazer”, para criar.

Mesmo perante a falta de sentido com que a vida muitas vezes nos galanteia, o homem tem de inventar a si próprio, tem de criar o seu caminho – tem de inventar o amor porque não há amor já feito.

Eis porque é fundamental essa outra ideia-chave do existencialismo que é a acção.

 

Simbolicamente, a ideia da escolha aparece representada recorrentemente na situação do sujeito perante a encruzilhada.9 Profundamente enraizada, a simbologia da encruzilhada tem já uma longa tradição em inúmeras culturas e espalha-se pelo mundo todo:

Os pontos cardeais: NORTE, SUL, LESTE E OESTE nos dão a dimensão do espaço. O espaço das possibilidades a seguir. Parado no cruzamento entre dois caminhos, o homem está como se estivesse no centro do mundo, diante de um universo de alternativas. Ele tem quatro caminhos, quatro destinos, e um deles é o seu. (...)

 

 

(Adaptado do site:  http://figaro.fis.uc.pt/MJAFS/Palestra_Sophia.pdf)

 

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